Confira os lançamentos selecionados de março 2026

The Moon City Masters – Foto: Divulgação

A coluna Lançamentos é uma seção na qual a curadoria da equipe selecionará através de critérios técnicos/artísticos diversas bandas e artistas que se destacaram com suas músicas, contemplando uma variedade de gêneros para todos os gostos. Vale ressaltar que algumas canções foram lançadas anteriormente, mas a análise foi feita este ano. Todas as faixas farão parte da nossa Playlist do Spotify. Confira agora as recomendações de março!



The Moon City Masters: Uma das maiores revelações do prog rock da atualidade (ainda que tenham optado por uma sonoridade setentista), a dupla americana simplesmente dá uma aula de bom gosto flertando com funk, soul e jazz em brilhantes composições com groove, peso e progressões empolgantes. “Everybody” é um ótimo exemplo disso com sua acertada escolha de timbres, criatividade do início ao fim em harmonias de tirar o fôlego e arranjos de sintetizador de teclado que levantam qualquer amante da boa música. “Equal Access” começa com uma inspirada linha de baixo para brilhar em uma cozinha rítmica de primeira, considerando mais ser instrumental e deixando a voz em segundo plano para valorizar todo o drive de uma guitarra fantástica. “For The Money”, uma das melhores canções do projeto, aqui a melodia vocal se destaca e chega a remeter a bandas históricas como Grand Funk Railroad e Trapeze, tendo um interlude surpreendente antes de um solo de guitarra que é um verdadeiro espetáculo. “Mingo” finalmente é inteiramente instrumental e entrega uma atmosfera um tema sensacional com semitons que demonstra toda a qualidade dos músicos. O grande destaque desta edição!


Russ Sanderson – “Power of the Cross: Com um soft/pop rock e influências de world music, o artista aborda liricamente a dor e como a luz espiritual é um caminho para lidar com essa dificuldade, demonstrando um bom trabalho musical dentro de uma simplicidade harmônica, melodias com poucas notas, sem firulas, uma ótima recomendação para relaxar sem compromisso.


The Bolokos – “Ou Lé Lé: Uma canção punk rock que flerta com ska e apresenta um ritmo que foge ao padrão, colocando a percussão como protagonista, chamando a atenção pelo bom gosto e tendo uma pegada tribal que faz toda a diferença. Há originalidade e uma produção decente que valoriza os detalhes dos arranjos. Vale a pena dar uma conferida!


Jesus Chrysler Supercar – “Horseshoes & Hand Grenades: A faixa é direta ao ponto em seu hard/blues rock com sonoridade moderna, ainda que com timbres de idos tempos, mantendo uma progressão cadenciada, crua e coesa, ou seja, recomendado para quem busca algo orgânico e criativo.


Echo – “Diverso: O prog/power metal tradicional cantado em italiano demonstra qualidade rítmica e força melódicas nesta banda de jovens músicos com bastante potencial, boas influências e certa originalidade.


Eylsia: Merecidamente uma artista que viralizou bastante nas plataformas musicais no final do ano passado e alcançou o sucesso midiático, sua presença nos destaques de todos os meses de lançamento do site mostra o quão maravilhoso é seu trabalho. Percorrendo o pop, country e world music, a cantora americana demonstra consistência de boas composições e performance impressionante. “The Fire in My Eyes” tem uma pegada gospel e balada pop com nuances de country que serve para qualquer momento, tendo um refrão grudento que é para cantar junto e reunir pessoas. “Music in My Head” lembra trilha sonora de desenhos da Disney e peças da Broadway, na qual a voz é poderosa em interpretação e emoção. O country surge de maneira dançante em “Odds to Heaven”, ótima letra e arranjos com instrumentos de sopro que ficaram bem legais. Já “Never Stop Loving You” chega em diversos formatos, aqui no caso a versão original, a country (com participação de Tennessee Joe Creek dividindo os vocais) e, por incrível que pareça, a versão em Português para os fãs brasileiros! É uma power ballad de pop com world music que possui uma sonoridade dos anos 80 e uma linha vocal de deixar qualquer um boquiaberto. O toque estilo diva em “Desert Learns to Shine” é praticamente um musical na qual a voz se destaca mais uma vez, sustentando notas altas e uma produção um pouco diferente das outras. “Anywhere There is Love is Home” retoma às raízes pop/country com dueto vocal, melodias cativantes e demonstrando mais uma vez o por quê da alavancada avassaladora na carreira da artista.


Alê Balbo: Em suas composições instrumentais de alto nível, percussões profundas e clima sedutor, o brasileiro produz uma obra que percorre diversos gêneros com uma captação sonora profissional, necessária para que o ouvinte absorva todas as nuances escolhidas a dedo no intuito de alcançar a plenitude musical. “A Cura da Serpente” mostra o lado de trilha cinematográfica no gênero de suspense, tendo como alicerce uma excelente linha de baixo fretless, trompete em notas pontuais e sons dissonantes. “O Desafio da Onça” tem como base o didgeridoo (a la William Barton), que apresenta papel fundamental para criar o clima de fundo com graves potentes bem no estilo tribal, contrastando com os agudos do xilofone, enquanto os ambores estão rufando a todo vapor. “Espiritualidade” e sua ambientação quase que hipnótica/anestésica, provoca o sono e despertar ao mesmo tempo; dicotomia de frequências. “Reverência” abraça um tom de seriedade no background com flautas gerando o movimento mental e um som relaxante e reflexivo. Outro destaque desta edição!


The Grace Horizon – “One Step: O soft pop dançante gerado por IA é curiosamente bem agradável; a voz escolhida ficou a la Sister Hazel. Tendo uma harmonia simples e melodia que é fácil memorizar, há um potencial para festas e playlists de verão. Vale a pena dar uma conferida!


Vinyl Floor: O duo dinamarquês esbanja originalidade e, em especial, uma capacidade fora da curva para harmonias, que logo de imediato chama a atenção. Uma canção é completamente diferente da outra, ainda que mantenha a identidade do projeto dos artistas. “Mr Rubinstein” segue um caminho do indie rock e influências de alternativo, até mesmo progressivo, na qual as notas surpreendem nos primeiros acordes, tudo muito preciso, satisfatório e ritmicamente bem construído. “The Swan of Eileen Lake” já demonstra de imediato uma escolha acertadíssima de timbres, sons distintos e fora da expectativa do ouvinte, um fabuloso dueto de vozes e um trabalho impressionante de bateria; a simplicidade do sintetizador de teclado se encaixa perfeitamente na proposta, criando uma cor única. O lado progressivo aparece em “Tell the World It Happened”, mais psicodélica e experimental, além de texturas que vão surgindo em camadas melódicas para então colapsar em um tecido transcendental. Lindíssima. Se você ainda não ouviu essa excelente banda, vá correndo para todas as plataformas musicais!


Zircon Skyeband: O octeto que adiciona saxophone, trompete e trombone à combinação clássica de uma banda de rock (com guitarra, baixo e bateria) nos presenteia com músicas maravilhosas recheadas de arranjos primorosos e uma vibe dançante. “Cut Across Shorty” poderia ser definida como o resultado da seguinte pergunta: E se o Rush decidisse se tornar uma banda de blues/country setentista? Está aí a resposta. Enérgica, empolgante, certa virtuosidade e vocais com qualidade ímpar. A versão cover da famosa “Careless Whisper”, hit incontestável do saudoso George Michael, aqui ganha uma pegada R&B/soul e adaptação tanto na parte instrumental quanto na voz. “Savior With a Razor” chega com os pés na porta para apresentar uma genuína trilha cinematográfica que mescla jazz com hard rock, punch surreal dos instrumentos de sopro e um refrão belíssimo. Confira já a banda em todas as plataformas musicais!


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