Confira os lançamentos selecionados de dezembro 2025 – Parte 1

Eli Lev – Foto: Eric G Brown

A coluna Lançamentos é uma nova área dentro do site, na qual a curadoria da equipe selecionará através de critérios técnicos e artísticos diversas bandas e artistas que se destacaram com suas músicas, contemplando uma variedade de gêneros para todos os gostos. Vale ressaltar que algumas canções foram lançadas anteriormente, mas a análise foi feita este ano. Todas as faixas farão parte da nossa Playlist do Spotify (veja a de 2025 aqui, a de 2024 aqui). Confira agora as recomendações da primeira parte de dezembro!



Eli Lev – “My Wish Was You”: Se é possível uma canção ser aveludada, de fato esta seria uma das selecionadas, visto seu trabalho primoroso de violão/voz e arranjos sutis de violino, que são construídos para envolver o ouvinte em uma verdadeira jornada emotiva, tendo uma letra que ritmicamente se encaixa muito bem com a melodia vocal; o maior destaque desta edição!


Pick Up Goliath – “Final Requiem”: O prog metal moderno anda de mãos dadas com o metalcore nesta canção que contém mudança virtuosa de seções, texturas complexas e nuances pontuais, ao mesmo tempo que a versátil linha vocal cumpre seu papel de amarrar todo o tecido musical; outro grande destaque desta edição!


Kronus – “Not Crazy”: Uma balada pop com influências folk, tendo uma proposta que se encaixa bem no apelo comercial pela simplicidade em arranjos e vocal agradável, somado a um refrão pegajoso e harmonias/melodias que soam familiar ao grande público; tudo feito com esmero.


Donguille.Pe – “A Través Del Cristal”: Este ótimo soft rock explora a musicalidade do trio em escolhas melódicas cativantes, harmonias interessantes, arranjos sutis e timbres bem escolhidos, proporcionando uma sonoridade agradável para o ouvinte.


Nate Perry and Raggedy Company: A canção “Tonight” é o pop rock a la verão, trabalhando em harmonias simples, melodias de fácil assimilação e um vocal com drive leve, que funciona para a rádio, ainda mais considerando a qualidade de execução. Já no folk rock de “Count on You”, no qual o arranjo de sintetizador de teclado faz toda a diferença, as poucas notas de guitarra e a linha vocal direta ao ponto entregam o recado nesta excelente produção que tem um resultado final muito legal.


Imaginal Cells: Em “The Forgotten Ones” temos uma versão cover do projeto Allen/Lande, mantendo a identidade própria da banda, especialmente no timbre dos instrumentos e até mesmo tendo a participação do sensacional cantor Jeff Scott Soto, que imprime sua personalidade em uma performance de arrepiar, além da guitarra de Joel Hoekstra que chega com power e se encaixa como uma luva no estilo proposto. A outra homenagem fica para a clássica “Diary of a Madman”, do saudoso Ozzy Osbourne em carreira solo, que aqui ganhou mais punch e uma sonoridade moderna, esbanjando na liberdade criativa uma vibe quase que progressiva. Ambas são mais um destaque desta edição!


Halvorsongs – “Bring Me Up”: Descrita como uma faixa pop rock alternativa empolgante que enfatiza ritmos pulsantes, bateria marcante e elementos de guitarra elétrica, esta canção possui uma energia positiva que remete a Sister Hazel, boa escolha de timbres e uma ótima interpretação do vocalista.


Siren – “Siren Heroine” (I and II): São duas versões da mesma canção (em tons diferentes, ouça as duas versões), artisticamente muito bem pensada ao misturar world music com pop/eletrônica e industrial, criando uma ambientação interessante em arranjos simples, certeiros e envolventes; outro destaque desta edição.


Yoav Ilan – “Sky Blue”: Esta peça instrumental de piano remete a uma canção de ninar (no bom sentido) em sua estrutura, tendo influências de música clássica, uma escolha de notas bem acertada e suavidade no jeito de tocar do artista que sensibiliza logo nos primeiros segundos.


Digresk – “Jamais Assez”: O folk metal e punk flertam com sucesso nesta canção que valoriza cada um dos instrumentos, um refrão impactante e arranjo de sopro que brilha de modo arrebatador; um dos destaques desta edição.


Heckthor – “Oasis”: Um mix saudável de soft rock e power metal, esta bela canção cantada em espanhol tem muito a oferecer com uma forte ênfase melódica e harmonias emotivas; uma linha vocal poética que conquistará o ouvinte com bom gosto na primeira audição.


Cuu: O power metal puro de “Midnight Rain” remete ao Sinergy, que não por mera coincidência tem o holofote na talentosa cantora, além de uma guitarra satisfatória. No caso de “Ten Thousand Demons”, o caminho é mais heavy metal tradicional, anunciando o que estava por vir com uma introdução maravilhosa, ritmo cadenciado e instrumental bem coerente. E a influência de neoclássico na guitarra vem com “Silence For the Blind”, que melodicamente é impactante e demonstra uma base criativa na linha de baixo no interlude, mostrando que a banda gosta de ousar em passagens distintas.


Connect The Circle – “A Sun Without Brightness”: A melancolia duradoura desta canção de power metal com influências de progressivo é devidamente aplicada ao se basear no catastrófico momento da história da humanidade em 536 d.C., buscando harmonias com notas menores e riffs de guitarra bem pesados, carregando toda a emoção da época.


Nuse – “Malibu”: Se você é fã de Anthrax e Forbidden, este som de thrash/groove metal com sonoridade dos anos 80 é recomendadíssimo, por se tratar de um petardo cru, intenso e uma energia explosiva, tendo tanto o instrumental quanto vocal a pegada ideal para headbanging.


Cider Minds – “The Forest”: A nostalgia do som dos classic rock setentista é suprida nesta composição instrumental que mantém o aspecto psicodélico com o tema do sintetizador de teclado, arranjos virtuosos e uma ambientação vibrante.


The SJY Band – “Chance”: O rock alternativo vai de encontro ao pop beat e influências de punk nesta canção super alto astral, que definitivamente levanta o ânimo com sua sonoridade do início dos anos 2000 bem estruturada, ressaltando a guitarra e o vocal cheio de feeling.


Linda Maze – “Angels of Mercy”: Com uma belíssima mensagem no aspecto lírico, esta canção de folk/pop/country acerta em cheio tanto na parte instrumental quanto vocal, mantendo uma vibe positiva, harmonias simples e melodias de poucas notas de modo radiofônico para abraçar o ouvinte em sua luz.


Heavy Assault Unicorn – “Mannequin”: Descrita como uma faixa que funde texturas de sintetizador old-school, guitarras poderosas e um refrão de piano memorável, este darkwave/gothic instrumental com influência de música eletrônica tem ritmo dançante e flui bem ao longo de sua duração.


Cuttered Flesh – “The King In Yellow”: A vibe death/doom metal é gritante (literalmente) nesta composição que é agressiva na medida certa, um trabalho excelente de guitarra com seu riff, base e fraseados que realmente se destacam, além de um vocal poderoso e versátil, enquanto a bateria bem construída é a cozinha ideal com o baixo para transformar em algo que mistura o tradicional com o moderno dentro do gênero.


Bistrot of Art – “Gravity, or the Starry Night above Oman”: Contendo uma ambientação sutil que se encaixaria como pano de fundo de trilhas cinematográficas, esta peça instrumental trabalha com dois timbres diferentes que, ao se conectarem, resulta em uma transcendência musical.


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