
Black Steam – Foto: Divulgação/ Reprodução Facebook Oficial
A coluna Lançamentos é uma nova área dentro do site, na qual a curadoria da equipe selecionará através de critérios técnicos e artísticos diversas bandas e artistas que se destacaram com suas músicas, contemplando uma variedade de gêneros para todos os gostos. Vale ressaltar que algumas canções foram lançadas anteriormente, mas a análise foi feita este ano. Todas as faixas farão parte da nossa Playlist do Spotify (veja a de 2025 aqui, a de 2024 aqui). Confira agora as recomendações da primeira parte de novembro!
Black Steam: O heavy metal clássico com riff de guitarra bem headbanging, base poderosa, cozinha rítmica certeira, direto ao ponto, sem firulas e um vocal que evoca uma energia avassaladora é a fórmula de “Rise Up”, enquanto o lado mais power metal, ainda que cru em sua pureza tonal, no qual o cantor explora diferentes interpretações e despeja um solo arrasador de guitarra é o caminho percorrido em “Judas”. Grande destaque desta edição!
Geordie Brown – “Won’t You Come With Me”: O tipo de hard rock anos 80 com influências de pop que agrada de imediato, ainda mais considerando a sensacional performance vocal e melodias grudentas, verdadeiramente um belo som do verão, que anima até o mais sonolento e que não duvidaria se fizesse parte de um filme típico da Sessão da Tarde (o que é um elogio). Outro grande destaque desta edição!
Dax: O hip-hop do artista em “Lonely Dirt Road” alcança um nível elevadíssimo ao temperar sua sonoridade moderna com neo soul e synth-pop, na qual o encontro entre harmonia e melodia beira à perfeição, além de uma letra cativante e emocional. Em “Man I Used to Be” há uma experimentação (bem-sucedida) com o R&B/soul, sendo brilhante nos arranjos conjuntos da voz principal e backings, desta vez com simplicidade na medida certa, demonstrando um profissionalismo acima da média. Mais um grande destaque desta edição!
Jimi Fiano: O guitarrista e cantor americano nos presenteia com seu blues rock moderno com muita personalidade em “Sweat and Pray”, contendo excelentes backing vocals e uma progressão coerente, ao mesm tempo que é maduro, ainda se mantém nas raízes do gênero, tendo um resultado eletrizante. Já em “Strangled by the Hands of Time” a pegada é outra ao ter nuances de classic rock e interludes bem criativos, no qual a guitarra alterna entre som limpo e distorcido, usando metal slider com maestria para dar aquele sabor a mais. Outro destaque desta edição!
The Iddy-Biddies – The World Inside: O folk e world music se misturam em uma canção em ritmo cadenciado, remetendo a um casamento de Beatles e Bob Dylan (no bom sentido), mantendo uma vibe positiva e coesa.
Duplexity – Love in Reverse: A canção abraça o pop rock do início ao fim com uma certa influência de gothic metal em termos de balada, boa escolha de timbres que remetem a uma sonoridade dos anos 90, na entrega desta trabalho da dupla de irmãos, apresentando melodias chamativas e bastante nostalgia para quem sentia falta de um som estilo No Doubt.
Vinn Lombardo – Sedatives and Alcohol: O country/blues rock do cantor californiano entrega uma atmosfera vibrante, fraseados de lap guitar e uma produção agradável que definitivamente é ideal para uma longa viagem de carro pela estrada.
Sara Diana – Body Ache: Com uma pegada a la Lady Gaga, esbanjando pop e música eletrônica com um quê de industrial, o vocal ganha o protagonismo e convida o ouvinte a dançar com uma base instrumental com sintetizador de teclado e batidas de DJ; uma canção que funcionaria muito bem em festas e shows ao vivo.
Norma Black – “In and Out of Love”: O hard/vintage rock em sua forma padrão, sem ousar, mas sendo bom o suficiente para agradar aos ouvidos já acostumados com o que já foi feito antes sob novos olhares, tendo uma escolha aceitável de timbres.
Avohee Avoher – “Resurge”: O piano neoclássico nos leva a uma jornada imersiva através de suas paisagens sonoras, neste instrumental surpreendente que pontua seções bem executadas, distintas e virtuosas, quase como um compilado de boas ideias; definitivamente para os ouvidos mais treinados (com bom gosto).
Nico – “Give me Five”: A qualidade inquestionável do guitarrista eslovaco é justificada nesta composição que apresenta um mix saudável entre prog metal e jazz fusion, notas bem colocadas, uma ótima pegada; um tema geral que se prolonga em frases e solos dignos de um rock star.
Vic Moissis – “Be As One”: Descrita liricamente como o anseio por união em uma época que a violência e a solidão parecem perigosamente normais, este neo prog/power possui uma sonoridade particular ao passear por harmonias variadas em sua base para compor uma linha tênue entre emoção e protesto; a musicalidade ferve em uma sopa de notas saborosas.
Noémie Ochoa – “La Traque”: A música clássica em sua melhor forma se personifica nos dedos da pianista francesa nesta composição que trabalha as texturas do piano nos contornos de uma atmosfera melancólica.
Puerto Mariel – “La Tasca”: A balada romântica de pop rock com influência de country/folk se mantém percussivamente ao longo da duração, cheia de fraseados guitarrísticos que enriquem as harmonias da canção, se aproximando de um lado mais comercial e radiofônico.
Beyond Black – “Nightfall”: O power/prog metal de qualidade com arranjos acertados de teclado hammond é de fato infalível, além de um vocal interessante e instrumental entrosado, onde tudo conversa entre si e o resultado final não poderia ser outro: sensacional!
Yannick Fortin – “Un Seul Espoir”: Quando um competente violinista resolve compor de maneira orgânica com o âmago do ser, uma peça fabulosa pode surgir, como é o caso desta linda composição que facilmente poderia se encaixar em um filme de ficção ou jogo épico, atingindo o clímax da metade para o final, muito inspirada e merecedora de aplausos em pé. Bravo! Mais um grande destaque desta edição.
Cyclone Prime – “Entity”: O prog metal está bem servido nesta canção que, ao mesmo tempo que tem como alicerce as bases de groove/alternativo da banda, há uma seleção afiada de timbres, produção satisfatória e, acima de tudo, sendo eficientemente estruturada em todos os sentidos. Outro grande destaque desta edição!
Commotion – “Kombucha (Bucha Remix)”: O pop estilo Maroon 5 ganha uma nova versão em um remix que é bem-vindo pelas cores musicais que acrescenta em relação à original, que melhora o brilho da base instrumental, mais efeitos na linha vocal, direcionando mais para o aspecto comercial do que antes.

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