Dream Theater – Virtuosismo e bom gosto com mestres do prog metal

Por: Gustavo Franchini

Foto Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F
Foto Néstor J. Beremblum / Divulgação T4F

Após a saída do exímio baterista Mike Portnoy, o Dream Theater parecia estar prestes a encerrar as atividades. Começam a se espalhar notícias pela mídia sobre a intenção da banda em continuar, mesmo sem o carismático integrante que era “a cara da banda”. Dúvidas à parte, muitos fãs ficaram receosos com uma mudança tão radical. Todavia, para a felicidade de todos, eis que Mike Mangini assume as baquetas e a banda demonstra amadurecimento e solidez nas composições do novo álbum, A Dramatic Turn of Events (2011).

Para celebrar o lançamento do novo álbum e a entrada de um novo integrante, o Dream Theater inicia uma turnê que passa pela América do Sul e nos presenteia com shows em várias cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro. O Citibank Hall, ambiente já conhecido pela banda, foi palco do espetáculo de técnica e versatilidade. Muitos estavam ansiosos para ver como a banda iria soar ao vivo com Mike Mangini, já que Portnoy era perfeito ao vivo.

A escolha pelo novo baterista se torna clara à medida em que o show vai se desenvolvendo. Não há dúvidas de que o estilo de tocar de Mangini estava presente ali nas composições, trazendo um ar de renovação para a banda. Além da qualidade individual como músico, ele se mostra bem seguro e entrosado com todos os demais.

O setlist se baseou no novo álbum, mas também passeou pela carreira da banda. Claro que nem todos os clássicos deram as caras, como a excelente “Pull me Under”, do Images and Words (1992). Contudo, algumas surpresas agradaram os fãs, como a inclusão de “Metropolist Pt.1: The Miracle and the Sleeper” e “The Spirit Carries On”. Em quase três horas de apresentação, o Dream Theater demonstrou que está com força total, com uma performance incrível (e, sinceramente, esperada) de todos os membros. Difícil destacar algum integrante, tamanha a qualidade do quinteto, mas chega a ser inacreditável assistir o tecladista Jordan Rudess executando suas passagens. É um dos melhores do mundo, sem sombra de dúvidas, além de esbanjar simpatia e empolgação.

A produção do palco era bem interessante, com a exibição de três telões diferenciados, dando um clima bem peculiar às músicas. Tal jogo de luzes e efeitos fez com que a plateia não ficasse exausta com a longa duração de quase todas as composições, característica da banda. Um show leve, bem executado e bastante aplaudido. Longa vida aos mestres!

SETLIST DREAM THEATER:
1 – Dream is Collapsing (abertura Hans Zimmer)
2 – Bridges in the Sky
3 – 6:00
4 – The Dark Eternal Night
5 – This is the Life
6 – The Root of All Evil
7 – Lost Not Forgotten
8 – A Fortune In Lies/Solo Mike Mangini
9 – The Silent Man
10 – Beneath the Surface
11 – Outcry
12 – Surrounded/Solo Jordan Rudess
13 – On the Backs of Angels
14 – War Inside My Head
15 – The Test That Stumped Them All
16 – The Spirit Carries On/Solo John Petrucci/State of Grace
17 – Breaking All Illusions
Bis
18 – Metropolis Pt.1: The Miracle and the Sleeper

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