Texto: Ana Beatriz Melo
Edição: Gustavo Franchini

O público 40+ que curtiu, na adolescência, os acústicos de bandas como Engenheiros do Hawaii, Ira!, Capital Inicial e Plebe Rude teve a oportunidade de reviver grandes momentos do rock nacional na noite de sábado, 18 de outubro, durante o Festival Clássicos do Brasil, realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Foi uma verdadeira viagem no tempo. Muitos relembraram os tempos de escola, quando as músicas ecoavam nas rodinhas de amigos, com violão e coro animado, bem no estilo da bandinha do Chaves se apresentando na vila.
Iniciando a noite, a banda Plebe Rude com Philippe Seabra (vocal e guitarra), André X (baixo), Marcelo Capucci (bateria) e Clemente Nascimento (guitarra) entrou no palco pontualmente às 19h, entregando um jogo de luzes azuis e telões com as imagens de clipes da banda. O público vibrou e chegou mais para frente do palco no intuito de cantarem juntos. O início não foi tão empolgante; eles trouxeram os clássicos do álbum O Concreto Já Rachou, que já completou seus 40 anos. Apenas os fãs mais fervorosos sabiam todas as músicas de cor.
A Plebe Rude fará 45 anos em 2026. Seu primeiro show foi no Teatro de Ipanema, junto com a banda Zero. A banda surgiu em meados de 81 em Brasília. Suas letras são recheadas de críticas devido a politização e por isso já passaram por boicotes de emissoras de rádio no passado. Na noite de hoje, eles provaram que, mesmo tocando músicas do início de carreira, ainda conseguem ter um público fiel que os acompanha independente do tempo.
Philippe relembrou alguns momentos de sua história com a banda, dos momentos em que tocaram a música “Sexo e Caratê” no Circo Voador, depois de terem enviado uma fita para a rádio Fluminense FM aqui no Rio de Janeiro. Na parte final do show, cantaram “Evolução”, e “Johnny vai a Fuerra (Outra Vez)”, esta por sua vez cantada por Clemente. Foi justamente no momento de “Sexo e Caratê” que o público mais interagiu e cantou com a banda.
O grupo relembrou a época em que foram no programa do Chacrinha, antes de executarem a música “Minha Renda”. Logo em seguida tocaram “Proteção”. Para fechar o show, eles presentearam a todos com o clássico atemporal “Até Quando Esperar”.

Na sequência, foi a vez do Ira! incendiar o palco. A banda iniciou a apresentação com uma introdução sobre o sucesso do álbum “Acústico MTV – 20 anos”, preparando o público para um show histórico.
Particularmente para esta que vos fala, o ponto baixo (que não parece incomodar os fãs), é e sempre foi Nasi. É uma figura icônica, folclórica do rock nacional, se posiciona politicamente sem pagar nem de “cringe” nem de “tiozão reaça do churrasco”, mas convenhamos: ele não canta, ele declama, quase falando as canções.
Mesmo sob forte chuva, ninguém arredou o pé. Canções como “Flores em Você”, “Eu Quero Sempre Mais”, “Envelheço na Cidade” e “Tarde Vazia” embalaram uma multidão empolgada, que cantava cada verso com emoção. Com seu estilo único que mistura o vigor do rock com um toque de romantismo, o Ira! mostrou por que continua sendo uma das bandas mais queridas do país. O público vibrou, cantou junto e saiu com a sensação de ter participado de um momento inesquecível da música brasileira.
Nossos agradecimentos a todos os responsáveis por tornarem o evento possível e, em especial, para a MNiemeyer Comunicação pela parceria, confiança e credibilidade dada mais uma vez à equipe do Universo do Rock.
Nota do Editor: A equipe não conseguiu realizar a cobertura dos shows de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Capital Inicial, devido à forte chuva que acometeu o evento, fato este que poderia vir a estragar o equipamento profissional do fotógrafo e, por conta da proibição do uso de guarda-chuvas para proteção do mesmo, houve o bom senso de se retirar do local para evitar possíveis danos.
Veja a galeria de fotos do show (Plebe Rude/ RJ):






















Veja a galeria de fotos do show (Ira!/ RJ):






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