Ben Gage – Foto: Divulgação/ Facebook Perfil Oficial
A coluna Lançamentos é uma nova área dentro do site, na qual a curadoria da equipe selecionará através de critérios técnicos e artísticos diversas bandas e artistas que se destacaram com suas músicas, contemplando uma variedade de gêneros para todos os gostos. Vale ressaltar que algumas canções foram lançadas anteriormente, mas a análise foi feita este ano. Todas as faixas farão parte da nossa Playlist do Spotify (veja a de 2025 aqui, a de 2024 aqui). Confira agora as recomendações da segunda parte de dezembro!
Ben Gage – “Low Down Dirty”: O blues rock é percorrido de maneira sublime nesta canção do competente artista que, além de apresentar um violão e voz com maestria, ainda esbanja arranjos de gaita com eficiência, levando o ouvinte a uma jornada emotiva no espírito old school, tudo muito orgânico.
Epic Nelson: O blues rock está em alta com “Long Gone”, na qual o vocalista mantém uma interpretação que remete a Jim Morrison e uma sonoridade bem trabalhada com guitarra pulsante, além de uma cozinha de qualidade; direto ao ponto. Em “The Narcissist”, o nível sobe ainda mais com ritmo cadenciado, melodias cativantes e fraseados que complementam a harmonia de maneira eficiente.
Alê Balbo: O artista apresenta um dueto bem interessante de kalimba e flauta peruana em “A Carta”, ambas com ótimo timbre; enquanto a primeira constrói harmonicamente a base da composição, a outra se esbalda em melodias simples, de poucas notas, que se encaixam de maneira singela. Os sons orientais são definitivamente a influência de “O Ritual”, gerando sensações similares a ASMR, considerando a suavidade dos instrumentos utilizados e nuances nos arranjos, tendo desta vez a percussão como protagonista, ditando o ritmo da narrativa que é empregada em cada seção. A virtuosidade é encarada na faixa “A Perseguição”, mantendo a identidade e aspecto tribal, através de camadas percussivas que se sobrepõem para moldar a argila musical. “O Encontro” possui uma energia quase que terapêutica com a sonoridade dos sinos tubulares e xilofone, demonstrando uma equalização supimpa no concerne aos instrumentos na masterização, gerando uma movimentação pelas caixas de som como um encontro profundo.
Antonio Adolfo – “As Pastorinhas”: Ironicamente redundante falar que o artista é um orgulho nacional, mas é sempre bom reforçar os motivos, como os que podemos ouvir nesta fabulosa versão instrumental de um clássico brasileiro de Noel Rosa e Braguinha, tão profissional que chega a ser inacreditável. A marchinha do Carnaval (tradicional, de verdade) ganha força com arranjos de instrumentos de sopro, cozinha de primeira e o toque preciso do pianista, que é a base de toda a harmonia. O respeito pela melodia dos anos 30 é evidente, contendo todas as nuances, sutilezas e riqueza de detalhes, agregando e muito em relação à original. Recomendadíssimo ouvir no volume máximo em qualquer ocasião!
Joshua Jamison: O verdadeiro blend de folk e world music na canção do competente artista norteamericano, “The One in Front of You” apresenta tudo que se espera em todos os aspectos possíveis, tendo uma produção de primeira, guitarra limpa e violão no ponto, arranjos de backing vocals bem legais e uma voz principal que abraça o estilo. O country entra em “Fifteen” com suas progressões tradicionais, sempre com som coeso e que busca texturas quase que a la Bob Dylan, sendo bem sucedido em termos de qualidade. O gênero se mantém com força na ótima “Johnson County Line”, uma constância de nível que se tornou rara hoje em dia e ritmo cadenciado; todas as três funcionariam para playlist de estrada, relaxamento ou mesmo para shows ao vivo.
Man Must Explore – “Long Dark Hallway”: O rock alternativo com toque de punk desta faixa é uma versão mais indie do The Offspring (no bom sentido), ótimas melodias vocais, refrão cativante e que faz querer cantar junto, boa escolha de timbres, além de ser direta ao ponto em seus quase quatro minutos de duração.
Eylsia: A artista é recorrente em destaques da seção, não à toa, visto que além de toda a sua versatilidade, ainda há uma qualidade inegável em todas as suas canções, como podemos observar em “Hot, Hot, Christmas”, aquele pop som de verão com tema natalino, vibe alegre, ritmo que torna quase impossível não dançar, voz afiada e colocada com precisão, até tendo um certo tom de humor, muito fácil de assimilar e para quem busca apenas se sentir bem. De repente surge com “People Say”, um pop beat anos 60 que emula gravações da época com uma produção interessante, ideias melódicas legais, harmonias simples e adequadas, além de, claro, a excelente performance vocal. E o lado Christina Aguilera é gritante em “Born to Lead Mix”, uma balada muito bem construída harmonicamente, vocais com feeling fora da curva, do início ao fim mantendo o que há de melhor no gênero. Já o R&B/Soul aparece como marca registrada em “Not Like Anyone Else”, demonstrando que a criatividade não tem limites, assim como o alcance tonal da cantora, realmente emocionante com refrão pegajoso, notas acertadas e simplesmente bom gosto. Pra fechar com chave de ouro, “Breakdown” revisita o funk/soul estilo Motown em uma composição espetacular que é preciosa em sua linha vocal, sendo esta a melhor interpretação da artista em termos técnicos. Uma grande revelação!
Westwell – “Ten Feet Tall”: Esta balada folk com letras profundas e sonoridade simples/eficiente possui arranjos bem colocados, criando uma atmosfera vibrante, o tipo de som que a plateia acende a luz dos celulares no show. A produção certeira, uso adequado de timbres e uma mixagem que ilumina cada instrumento, especialmente os vocais tão melódicos, tornam esta canção um espetáculo à parte.
Wild Lizard – “Hold On/ Let Go”: Uma mistura de punk rock com progressivo e um toque dos anos 80 em sonoridade, este dueto de vozes faz um trabalho decente que ao mesmo tempo que gera nostalgia pelas influências, ainda assim ousa em valorizar cada instrumento, chamando a atenção a linha de baixo muito criativa.
Run Thrü Red – “Left Corner Eye”: A faixa é um hard rock com notas dentro da expectativa, ritmo lento que vai sendo construindo ao longo de seus mais de seis minutos, a guitarra marcando presença com força e tendo um resultado final que agrada ao ouvinte mais paciente.
Pesta – “The Inquisitor, Pt. I”: A canção abraça o doom/thrash metal com uma simplicidade de harmonias que se encaixam muito bem no contexto proposto de cores musicais, um ótimo riff de guitarra e uma banda que se mostra coesa do início ao fim, tendo uma ambientação profunda que arrepia ao longo da duração.
Friendship Commanders – “Midheaven”: O metal alternativo com influências de post-grunge se mostra acertado nesta canção com progressões simples e fluídas, tendo uma sonoridade bem distinta na escolha de timbre da bateria.
Lilli Zeifert – “Checkmate”: Definitivamente Adele estaria orgulhosa da influência nesta canção de pop/soul, que por mais que tenha sido criada através de ferramentas de IA, o contexto em si é admirável e o resultado final é sim uma composição de qualidade, em especial o toque humano na parte lírica.
Kittenhead – “Purr”: Logo nos primeiros segundos dá pra sentir a intenção de ser um punk rock com sonoridade do final dos anos 80, um objetivo concluído com sucesso nesta canção rápida, empolgante e com ritmo dançante.
Falter State – “Hold the Light”: Tendo uma sonoridade bem anos 90, os timbres bem a la grunge vão andar de mãos dadas com bases simples, melódicas e vocais de qualidade, além de um refrão pegajoso.
Tenkiller – “Rain”: A canção se trata de um southern rock que acerta em todos os fundamentos, valorizando cada instrumento e contando com um ótimo vocal, além de um solo de guitarra bem dosado dividido em duas partes.
Bets: A canção “Autumn Again” é uma boa balada de pop rock alternativo que envolve emocionalmente o ouvinte em seu formato de violão e voz que funciona muito bem em melodias suaves. “Jenny” segue um caminho diferente, desta vez com uma atmosfera de arranjos que remetem aos anos 60, elementos que são consistentes com o videoclipe, buscando um apelo mais comercial e mantendo a identidade da artista em sua voz aveludada.
André Miguel & The Moment – “Shake It All For Me”: A pegada bem tradicional do punk rock do início dos anos 90 se resume a uma canção que em momento algum busca ousar, mas se manter fiel às raízes e com sonoridade característica, boas melodias e ritmo pulsante.
Transgalactica: Criando uma ambientação interessante, a canção “Inequality In Blue” faz um ótimo trabalho de vocais harmonicamente falando, flertando com o classic rock setentista. Já em “The Great Escape: Famine”, ainda que mantendo a mesma vibe melancólica, o ritmo é sustentado sem a necessidade de percussão, apenas teclado/guitarra como pano de fundo, o que funciona muito bem.
Amanda Davey – “Prison House”: A energia contagiante neste heavy rock oitentista, produção com sonoridade cru e melodias marcantes se mostra uma boa pedida para os que gostam de se aventurar por progressões nostálgicas, além de uma letra sólida e linha vocal que se destaca.
Michael Laurence Curzi – “Revelatio Visionis Beatificae”: Se trata de uma coletânea de músicas (com quase 5 horas de duração) com boas ideias que misturam vários gêneros como oriental, eletrônica e folk. Produção decente, a criatividade está presente em diversos momentos e é certamente uma viagem sonora.


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