Por Gustavo Franchini

O Bangers Open Air 2026 sacramentou de vez o festival como o maior do país no gênero rock/metal, após quatro edições de sucesso e um público que lotou o Memorial da América Latina no final de semana de sol escaldante. É muito satisfatório ver a evolução do evento ao longo dos anos, desta vez trazendo mais artistas nacionais e protagonistas femininas, além de telões com melhor qualidade, câmeras diversas, drones e até mesmo novos stands. Um destaque vai para o canal Amplifica (capitaneado por Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra) que montou um mini-palco todo equipado para que bandas amadoras se apresentassem e até mesmo o público se divertisse tocando com músicos aleatórios, o que atraiu bastante o olhar dos curiosos. Ótima iniciativa e que esperamos que se mantenha para as próximas edições!
Foi bonito de ver amantes da músicas de todas as idades reunidos em prol do rock’n’roll em um espaço organizado, disponibilizando de uma boa variedade de opções dentro da gastronomia, lugares para sentar/descansar e socializar, lojas de vestuário, acessórios e brincadeiras saudáveis com temas de terror (ExpoHorror), incluindo até mesmo um estúdio de tatuagem e piercing para os que desejavam transformar o corpo em arte. No backstage era possível ouvir elogios constantes de artistas que se sentiram abraçados pelos brasileiros e que manifestaram vontade de voltar no futuro.
Claro que nem tudo são flores e ainda há espaço para melhoras; em especial no concerne à questões técnicas no palco de algumas bandas, a logística de passagem entre os palcos principais e secundários, somado a um atraso para liberação da catraca no início dos shows do sábado (um problema que felizmente não voltou a se repetir no domingo). Imprevistos acontecem e definitivamente tudo foi projetado com a melhor das intenções, ainda que seja importante tomar nota para aprimorar cada vez mais um festival que se tornou tão querido por todos.
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Neste sábado (25/04) tivemos a cobertura das bandas Arch Enemy, Black Label Society, Engineered Society Project, Evergrey, Feuerschwanz, Hangar, In Flames, Jinjer, Killswitch Engage, Overdose, Violator e Tankard.
Sun Stage
Tankard
O thrash metal oitentista dos alemães animou bastante a galera que compareceu em peso na noite de sábado para bangear ao som potente e bem executado com referências líricas à cerveja (inclusive o nome Tankard vem de um tipo secular de caneca), gerando um mosh pacífico no centro da plateia que durou todo o show. Em determinado momento, o vocalista chamou ao palco uma fã para dançar enquanto tocavam “A Girl Called Cerveza” seguida de “Chemical Invasion”. Uma verdadeira taberna medieval!
Fotos / Setlist (Tankard)
Violator
Neste primeiro dia do festival, realmente o palco recheado de árvores e food trucks contou com diversos nomes da música que eram uma paulada para os ouvidos, e o Violator, que figura entre os mais relevantes dentro do cenário independente (algo que eles buscam, inclusive), de fato atraiu um público significativo em um horário que era necessário até mesmo passar protetor solar. Muitas rodinhas (moshs) em canções como “Endless Tyrannies” e “Futurephobia”.
Por mais que as questões sociais e políticas abordadas sejam um prato cheio para quem é entusiasta nos assuntos, a impressão que fica é que existe uma militância exagerada, chegando a atrapalhar um pouco o show em si, pois quase virou palanque para discursos com viés ideológico. Claro que o espaço é do artista e é super válido tratar de letras que expressam sentimentos, opiniões e vontades, mas considerando o quão afiada a banda estava em palco, se perdeu um pouco o foco que era justamente a musicalidade. Seria legal para a carreira deles ter um equilíbrio neste sentido.
Fotos / Setlist (Violator)
Waves Stage
Engineered Society Project
Sem sombra de dúvidas uma das maiores surpresas do festival, os americanos do Engineered Society Project (que o vocalista fez questão de frisar a abreviação “ESP”), mesmo tocando para um público pequeno devido à disputa de horários com bandas de renome nos palcos maiores, o quarteto deu tudo de si e entregou uma apresentação muito empolgante com músicas autorais de qualidade. Destaque para o guitarrista, que foi preciso, técnico e performático. O frontman levantou a galera com uma animação descomunal, ainda que a maioria nem sequer conhecesse as músicas, mas o carisma foi suficiente para que pelo menos no refrão soubessem repetir com um baita sorriso no rosto. O figurino do vocal é ainda mais curioso, pois a “roupa de onça” combinava com seu andar manco devido a um lesão recente no quadril, o que não o impediu de andar de um lado para o outro do palco e mostrar o quão feliz estava por tocar no Brasil. Que voltem mais vezes!
Fotos (Engineered Society Project)
Em ritmo de festa, Feuerschwanz conquistou o público brasileiro – Foto: Diego Padilha
Hangar
Talvez um dos shows mais aguardados do evento, a pedido do próprio baterista Aquiles Priester (ex-Angra), que fez questão da presença de sua banda no Bangers, o que se viu no Waves foi um espaço completamente lotado a ponto de ter pessoas em pé, sentadas no chão ou mesmo na porta do teatro, todos pelo Hangar. Não é para menos; a dedicação para apresentar um show à altura da expectativa era perceptível, tendo todos os integrantes com performance irretocável, demonstrando o quão importante é o grupo para o cenário nacional. Além disso, a escolha do repertório foi ótima, abrangendo boa parte da carreira deles e várias canções aclamadas como “To Tame a Land” e “Just Like Heaven” e, claro, “The Reason of Your Conviction”.
Apesar de bastante atraso para o início do show por causa de problemas técnicos em uma das guitarras, o que frustrou parte do público, é possível afirmar que foi um dos melhores shows do festival. O vocalista Pedro Campos, que já teve passagem pelo Age of Artemis e Soulspell, dá uma verdadeira aula de canto (não à toa é professor da área), até deixando parecer que as músicas são fáceis de serem cantadas (spoiler: não são). Aquiles como sempre dando um show à parte com sua técnica majestosa em seu kit “polvo” e muita energia. Realmente merecem tocar em um palco maior!
Fotos / Setlist (Hangar)
Overdose
A nova formação dos mineiros do Overdose é a prova de que, em alguns casos, a mudança de integrantes é saudável, gerando um resultado bem positivo. O único remanescente é o guitarrista Cláudio David, que está na banda desde o início. A reciprocidade da plateia que ficou para o último show daquela noite era de encher os olhos, a ponto de um dos presentes pedir uma canção (“Children of War”) e ser prontamente atendido, algo que pareceu não ter sido combinado, ademais a mesma não estava nos setlists de shows recentes. Com mais de 40 anos de existência, a banda demonstra que ainda tem muita lenha pra queimar e um exemplo disso foi a inacreditável criação de mosh em um espaço que é até difícil de imaginar isso sendo feito, somado a um mergulho de palco.
Fotos (Overdose)
Ice/Hot Stage
Evergrey
Após uma bela apresentação no Summer Breeze de 2023, o Evergrey contava os dias para voltar a se apresentar no festival, depois de alguns shows solo no país. O novo guitarrista Stephen Platt (Scar Symmetry) parece ter se encaixado muito bem na fase atual da banda, que estava em turnê do seu mais recente álbum, Architects of a New Weave (2026). O curioso é que o álbum ainda nem foi lançado, já que está previsto para junho deste ano, ou seja, o público conferiu em primeira mão o som potente e melancólico das quatro canções que fizeram parte do repertório: a faixa-título, além de “Leaving the Emptiness”, “OXYGEN!” e “The World is on Fire”. O show foi composto por músicas da discografia a partir de 2014 (Hymns for the Broken, com “King of Errors”), deixando de lado todas as que consagraram o quarteto desde 1998, o que dividiu opiniões do público.
Fotos / Setlist (Evergrey)
Feuerschwanz
Pode-se dizer que o show do Feuerschwanz foi no mínimo emblemático, já que mesmo debaixo de um sol arrebentador, a galera estava pulando e cantando com suor genuíno. Em ritmo de festa, a estreia em solo brasileiro da banda alemã de folk metal ‘medieval’, devidamente trajada com suas armaduras, vestidos, armas e outros acessórios da época, em poucos minutos conseguiu conquistar o coração de todos os que arriscaram enfrentar o clima. A interação era constante, as sensacionais dançarinas (uma delas era muito parecida com a protagonista do jogo Horizon Zero Dawn, talvez seja intencional) complementaram de maneira eficiente toda a atmosfera desejada pelo grupo, enquanto o vocalista principal com seu toque de humor recheava o espetáculo de cunho teatral.
Trazendo a turnê do álbum lançado ano passado, Knightclub, canções como “Drunken Dragon”, “Valhalla” (claro que esse nome deveria figurar em uma banda do estilo), “Ultima Nocte”, “Berzerkermode” (referência a jogos) e até um cover do O-Zone com “Dragostea din tei”, o clímax do show, já que a mesma já teve sua versão brasileira com Latino (“Festa no Apê”), o que contagiou a todos, fora o momento em que a banda pediu para o público agachar e pular em meio ao calor. Certamente voltarão na próxima turnê!
Fotos / Setlist (Feuerschwanz)
Jinjer
Outra atração que chamou muito a atenção do evento é o prog/metalcore do Jinjer, que se diferencia de outras do gênero não só pela sonoridade, mas também pela peculiaridade da vocalista Tatiana Shmailyuk, que alterna vocais limpos e guturais com maestria. A presença arrebatadora da ucraniana definitivamente é o chamariz da banda, ainda que todos os integrantes sejam excelentes, chegando a lotar a área destinada ao Hot Stage. Com um som introspectivo, melódico e pesado ao mesmo tempo, o contraste da vibe enérgica da plateia foi um dos pontos altos.
O álbum mais recente Duél (2025) recheou grande parte do repertório, que contou com metade (6 das 12 do total) de canções deste como “Fast Draw”, “Green Serpent” e “Tantrum”. Demais álbuns representados por “Pisces”, “Teacher, Teacher!” e “Vortex”, dentre outras.
Fotos / Setlist (Jinjer)
Black Label Society celebra o passado e homenageia lendas – Foto: Rapha Garcia
Killswitch Engage
Show para headbanger nenhum botar defeito: essa é a frase que define a apresentação do Killswitch Engage, que com seu metalcore cheio de melodias cativantes detonou (novamente, já que veio também na edição de 2024) tudo em cima do palco. Aliás, parecia que o vocalista Jesse Leach sabia exatamente a posição das câmeras, pois sempre que surgia no telão, era nos momentos mais icônicos. A experiência de duas décadas em festivais famosos ao redor do mundo como Wacken Open Air, Ozzfest, Monsters of Rock (e muitos outros) faz com que a banda tenha uma presença bem marcante, quase o paradoxo de ser ensaiada e natural ao mesmo tempo.
Os hits não ficaram pro final do setlist, muito pelo contrário, logo de cara vieram na sequência “Fixation on the Darkness”, “In Due Time”, “The End of Heartache” e “Aftermath” (esta dedicada ao In Flames que tocou logo depois no mesmo dia). Então, a banda já tinha o público nas mãos desde o início, o que foi reforçado pela simpatia e, poderíamos dizer, a comédia representada pelo guitarrista Adam Dutkiewicz, que estava toda hora fazendo piadas, brincando de maneira improvisada com o público, incluindo uma ‘chuva de harmônicos’ no instrumento por conta de interação com alguém da plateia. Outras de destaque são “This Is Absolution”, “I Believe”, “Strength of the Mind” e “My Last Serenade”. O encerramento se deu com o clássico absoluto “Holy Diver”, canção originalmente do saudoso Ronnie James Dio em sua renomada carreira solo, cantada a plenos pulmões em uníssono.
Fotos / Setlist (Killswitch Engage)
Black Label Society
Certeza de um show de extrema qualidade e comunhão entre artista/fã, o competente guitarrista Zakk Wylde e o seu grupo Black Label Society sempre tiveram sucesso em passagens por terras tupiniquins. Desta vez não foi diferente. Contudo, problemas técnicos ofuscaram um pouco o brilho de um espetáculo que poderia ser perfeito. Na primeira música, “Funeral Bell”, claramente o volume da guitarra de Zakk estava abaixo do normal, além do microfone do pedestal central (o do teclado estava melhor), deixando sua voz bem no background, vários ruídos e o baixo com falta de clareza de notas; em resumo, uma amálgama de questões que se mantiveram durante grande parte do show, só melhorando da metade para o final em 1h15min de show.
O lado bom é que as canções são tão impactantes que o público escolheu ignorar a imperfeição do áudio e abraçou a vibe especialmente na hora da execução de “No More Tears”, da época em que Zakk fazia parte da carreira solo de Ozzy, levando muitos às lágrimas (o que é denso se considerar o título da mesma). As homenagens não ficaram por aí, pois logo em seguida veio “In This River”, tendo no telão a foto de duas outras lendas do metal, o guitarrista Dimebag Darrell e também o batera Vinnie Paul, ambos falecidos ex-membros do Pantera. Pra completar, tivemos “Ozzy’s Song”, e o nome fala por si só, sendo disparado o momento mais emocionante do show. Ótimas canções como “A Love Unreal”, “Set You Free” e a espetacular “Stillborn” levantaram o público que não cansava de bangear.
A guitarra dupla (double-guitar) se fez presente no meio da apresentação, além das famosas firulas na guitarra, ao botar nas costas enquanto improvisa um solo, os harmônicos que demonstram sua pegada descomunal, pedindo pro público gritar a todo momento. Agora, um detalhe que chamou bastante a atenção na montagem do palco foi a inclusão de uma cruz com jesus crucificado bem na frente dos ossos pendurados no pedestal do microfone de Zakk. Católico inveterado, se auto proclamando como um verdadeiro “Soldado de Cristo”, a crença religiosa teve sua bela marca estampada para que todos pudessem ver. Aliás, a todo momento o guitarrista apontava para o alto em formato de agradecimento, algo que pode ser interpretado como gratidão a Deus por tudo que conquistou.
Fotos / Setlist (Black Label Society)

Arch Enemy e a estreia emocionante da nova vocalista – Foto: Marcos Hermes
In Flames
O death metal melódico de Gotemburgo revelou muitas bandas de alto nível, e certamente o In Flames é uma das principais, sempre se mantendo em constante ascensão. Com ares de headliner, o público estava extasiado durante todo o show, chegando a rolar sinalizador durante uma das canções, o que de modo simbólico representa o nome da banda. Durante a “Only for the Weak”, todos pularam a comando do vocalista Anders Fridén, o mais antigo membro da formação atual. O álbum mais recente, Foregone (2023), contou com o maior número de músicas, no caso “In the Dark”, “Meet Your Maker”, “State of Slow Decay” e “The Great Deceiver”.
Apesar da ausência de bons discos de sua discografia, o mais icônico de todos, Clayman (2000), provavelmente no top 5 de maiores do gênero, teve a abertura com “Pinball Map”. Outras que empolgaram os presentes foram “Voices”, “The Mirror’s Truth” e “I Am Above”. Produção de palco bem minimalista para realmente concentrar no som em si. A entrada do batera Jon Rice, substituindo Tanner Wayne, além da presença das guitarras gêmeas, se uniram de maneira entrosada para proporcionar o peso necessário para um show de tal magnitude, explodindo os PAs com máxima intensidade.
Fotos / Setlist (In Flames)
Arch Enemy
Em plena lua crescente, a protagonista da noite Arch Enemy (que substituiu de última hora o Twisted Sister, que precisou cancelar a turnê devido a problemas de saúde do vocalista Dee Snider) sobe ao palco para detonar tudo após a fita de introdução, já de cara mostrando ao que veio com “Yesterday Is Dead and Gone”, fazendo com que mesmo o mais cansado dos bangers voltasse a tirar forças do além para animar em cada uma das notas executadas. A sequência veio com “The World Is Yours” e eis que uma das mais brilhantes de sua carreira se solidificou em “Ravenous”, da obra-prima Wages of Sin (2001) simplesmente levando a galera à loucura.
Naquele ponto a banda só precisava resolver mais uma questão que, querendo ou não, era a mais importante de todas: a repercussão da entrada da nova vocalista, Lauren Hart. Qual seria a reação do público? E a resposta veio ao longo das quinze canções que contemplaram a apresentação. Claramente nervosa e um pouco insegura, Lauren teve a tarefa hercúlea de chegar ao nível de grandes vocalistas que passaram pela banda, como a querida Angela Gossow e recentemente com Alissa White-Gluz. Aos 40 anos de idade, os guturais robustos das gravações de estúdio podem não ter a mesma projeção ao vivo, mas ela com certeza segura muito bem.
Comparações são inevitáveis e é normal que parte do público teça críticas, mas ao mesmo tempo justiça precisa ser feita ao levar em consideração que houve problemas no som durante o show e a bateria de Daniel Erlandsson estava bastante estridente por vários minutos, o que atrapalhou as bases de guitarra (tanto de Amott quanto de Joey Concepcion) e deixou o vocal mais abafado do que o usual. O baixista Sharlee D’Angelo sempre afiado nos graves completa a cozinha de qualidade.
Em determinado momento tocaram “Bury Me an Angel”, a primeira música composta pelo líder, fundador e guitarrista Michael Amott, do álbum de estreia da banda, Black Earth (1996). O som avassalador de “Snow Bound” chegou a ecoar nos prédios vizinhos ao festival. Agora, de fato a execução de “To the Last Breath”, single e única canção gravada até agora por Lauren, foi quase tão emocionante quanto o seu discurso em lágrimas ao falar sobre estar pela primeira vez no Brasil com a banda e a recepção calorosa dos fãs, que a aplaudiu muito e gritou o abrasileirado “olê olê olê, Lauren”. Outro detalhe (hilário) é que o refrão desta canção foi alvo de acusação de plágio por parte de ninguém menos que Kiko Loureiro (ex-Angra e Megadeth), que postou um vídeo nas redes sociais mostrando as similaridades na harmonia e melodia de algumas notas.
O setlist foi um dos melhores já construídos pela banda, percorrendo um bom apanhado de sua carreira, apesar de sentir falta do clássico absoluto “The Immortal”, que por algum motivo desconhecido é raramente tocada nas turnês. Mas o público se sentiu satisfeito com “My Apocalypse”, “I Am Legend” (que curiosamente não teve a segunda parte “Out for Blood”), “Dead Bury Their Dead” e “Nemesis”, que fechou o set junto ao instrumental de “Fields of Desolation”. E assim se encerra o primeiro dia do Bangers Open Air 2026; peso visceral, público empolgado e muita festa!
Fotos / Setlist (Arch Enemy)
Confira como foi o domingo (26/04) do Bangers Open Air 2026
Nossos agradecimentos a todos os responsáveis por tornarem o evento possível e, em especial, para a Agência Taga e Damaris Hoffman pela parceria, confiança e credibilidade dada mais uma vez à equipe do Universo do Rock. Nos vemos em 2027!



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